FILHOS DE EX-COMBATENTES PORTUGUESES NA GUINÉ DEIXARAM COROA DE FLORES, EM BISSAU, AO "PAI DESCONHECIDO"
GUINEENSES QUEREM TER A NACIONALIDADE PORTUGUESA!
Em 11 anos de guerra, que na Guiné começou em 1963, até à independência, em 1974, passaram por um país com o tamanho aproximado do Alentejo cerca de 200 mil homens portugueses.
Guiné-Bissau Militares Guerra Colonial
Um grupo de guineenses, que são filhos de ex-combatentes portugueses da guerra colonial com mulheres guineenses mas que não conhecem os seus pais, criou uma associação para defender o seu direito à cidadania portuguesa e a conhecerem os seus progenitores. Depositaram nesta sexta-feira, simbolicamente, uma coroa de flores “ao pai desconhecido” no cemitério de Bissau, informou o seu presidente, Fernando Edgar da Silva
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Fizemos o melhor que podíamos
No quartelamento em Angola tive uma visão: O filme corria e eu via mulher gravidas desventradas vida que não chegou a nascer. Meus olhos estavam abertos análoga-dos na escuridão da noite e, de repente, nessa escuridão, senti uma tristeza tão forte foi como um relâmpago forte que estoirou meu coração.
Mães nascem. Enquanto houver alguém que precise delas, mas não agora nesta amargura que cobre toda a face da terra.
Talvez aqui vamos envelhecer rápido demais. Mas lutaremos para que cada dia tenha valido a pena. Sabemos que neste denso mato sofreremos inúmeras desilusões no decorrer desta vida de soldado. Mas faremos que ela percam a importância diante dos gestos de amor que encontraremos por esses caminhos.
Fetos que não chegaram a nascer, senti uma crueldade meus olhos choram de compaixão; não chego a compreender como os homens são capazes de fazerem actos selvagens… Mercenários estrangeiros vindos do outro lado da fronteira.
Meu olhar, não se esquece, que eu estava ali naquele lugar inquirir as perguntas e respostas e a responder, sem aquecer meu coração, o filme corre e passa na sala interior do meu ser. Foi como um soco nos olhos que se fechavam em pranto e de dor e eu sem poder fazer nada.
Mães nascem. Enquanto houver alguém que precise delas, mas não agora nesta amargura que cobre toda a face da terra.
Mães nascem sem sonharem o que vem lá para o seu futuro, numa maneira geral. Uma amargura que cobre toda a face da terra.
Mulher que sentiam dentro delas, existia um rebento, do seu grande amor e no dia final tudo acabou, mães e filhos assassinados…
Quem faz os conflitos só mesmo os homens gananciosos, donos do petróleo e dos diamantes, de forma desequilibrada. Hoje tive vontade de vingar-me as curvas da alma e o Deus dentro de mim mandando-me olhar para um espelho, e se eu tivesse poder para vingar estas mulheres certamente eu não seria melhor do que eles.
Muitas vezes pergunto a mim mesmo sussurrando porquê mãe que me trouxesses a este mundo, porque me trouxeste, porquê? Pois eu não queria ter nascido, neste mundo cruel.
Os homens de grande poder motivam e enchem os ouvidos dos seus soldadinhos de chumbo slows nacionalistas propagado ódio, vejo neles animais irracionais.
Assim, o poderoso instinto de feras ferozes triunfa sobre o raciocínio primitivo destes homens seus escravos. Não sei o que podemos fazer para modificar uma situação que escorre de dentro de muitos seres humanos arrasados pela Ganancia de poder e quererem manipular e controlar o seu semelhante, vaidade e poder. Mas, hoje, eu senti na pele, através deste filme que corre no interior do ser que foi realmente deixando alguma história importante horrorosa para a humanidade.
Todavia, algo sucede, nossas mães deixa de sentir a presença de seus filhos. Porque eles partiram para defender o património dos outros. Suas palavras cordialmente desesperadas, fundem-na num pesadelo: Lágrimas se derramam?!
Mesmo lá no fundo do seu a mago parece-lhe escutar a voz do seu filho: Porquê que tenho que ir mãe para longe de ti? Qual é a finalidade? No meu universo perdido, que todos chamas “Guerra”, no mosso mundo a finalidade é tão só morrer: a vida não é uma condenação à morte. Os poderosos é que nos condenam. E eu não vejo porquê que tenho que ir para o outro lado do mar muitos não vão regressar aos seus lares?
Meu filho tu, estás morto e talvez morra eu também. Mas não importa, filho, porque a vida nunca morre?
Amanhã, penetramos na floresta e teremos dificuldades, escorregaremos nas pedras lodosas dos rios africanos, estaremos cansados de vasculhar o ambiente. Por vezes passamos por sítios que parecem um paraíso e dá-me a vontade de pintar o panorama ou que tente reproduzir tudo que vejo nesse momento no papel, nessa vida, nesse contínuo lutando por mim e pelos os meus companheiros em códigos, funções da metalinguagem que sangra a mão dum poeta que tenta segurar o momento na sua mente um poema surrealista dentro da minha alma.
Lembro-me da força do nosso espírito: É o combate que engrandece os maiores;
Nunca triunfarás verdadeiramente sobre nós, mesmo que me ofereça teu corpo nu.
Luto com os meus companheiros até ao derradeiro alvo, por caminhos que nos oferta, ó dor,
Tiraste-nos o lugar da felicidade e do prazer, a verdadeira grandeza, Vem lutar comigo, nesta terra num corpo a corpo, Vem lutar comigo, na vida e na morte
Mergulha comigo no fundo do abismo, mergulha no mais profundo abismo da vida comigo, e fica lá porque vamos vencer e vamos recuperar os nossos sonhos e o amor que tu, roubastes; Levamos para longe o que merecemos um infindo esforço amor e felicidade. Triunfaremos verdadeiramente sobre a dor e a morte mesmo que nos ofereçam vossos corpos nus.
Talvez aqui vamos envelhecer rápido demais. Mas lutaremos para que cada dia tenha valido a pena. Sabemos que neste denso mato sofreremos inúmeras desilusões no decorrer desta vida de soldado. Mas faremos que ela percam a importância diante dos gestos de amor que encontraremos por esses caminhos.
Mesmo que não tenhamos forças para realizar todos os nossos ideais. Mas jamais iremos, nos considerar derrotados. Mesmo que soframos uma terrível queda. Somos tropas de intervenção mas não ficáramos por muito tempo olhando para o chão! O sol vai brilhar um dia para nós.
Mesmo que nos deprima por não ser capazes de saber a letra daquela música da Felicidade.
Mas ficaremos mesmo muito felizes com as outras capacidades que possuímos.
Vamos nos alegrar com as pequenas conquistas; e a vontade de abandonar todas as nossas más companhias. Mas ao invés de fugir, iramos, correr atrás daquilo que nos pertence. Talvez não somos, exactamente, quem gostaria de sermos. Mas passaremos a admirar o que somos.
Ainda não chegou o fim! Porque no final não haverá nenhum ""FRAQUEZA" e sim a certeza de que a nossa vida valeu pena e fizemos o melhor que podíamos
MDP
MDP
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Os objetivos deste Blog são...
Os
objectivos deste Blogue são muitos, dentre eles, um em especial: reunir os meus
camaradas. Um dos maiores tesouros são os meus amigos e companheiros do
exército, foi com eles que passei os bons e maus momentos da vida.
Aqueles que
cresceram comigo durante três anos fizeram parte da minha e eu da vossa juventude.
O tempo passou pela nossas vidas e deixou marcas profundas em todos nós!
Vocês amigos
e companheiros especialmente os do nosso batalhão também, a todos os
combatentes da Guerra do Colonial… desejam que nos continuaremos amigos para
sempre.
Também podes
postar aqui neste espaço, porque ele também é teu.
Caso tenha
escrito e não citei é porque não encontrei referência ou porque esqueci se não
coloquei os critérios, então podem a puxar minha orelha, ok?
Descubram em
vossas mentes o que podem aplicar neste blogue as mais interessantes histórias
de vossas vidas e até politicamente; politicas contra nós combatentes.
Façamos
bom uso dele.
Ninguém
sozinho pode mudar o mundo mas sim os homens...
sábado, 13 de julho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Andam todos com os dedos empenados
Temos visitantes de todo o mundo e são mesmo muitos. Mas a maioria
é de Portugal, mas ninguém deixa um cometário. Andam todos com os dedos
empenados
Felicidades e saúde para todos
segunda-feira, 17 de junho de 2013
"grande-HOMEM-pequeno-soldado"
A guerra terminou ontem
mas ainda há batalhas
dentro no peito que estão reclamando herois” ―
Carlos Drummond de Andrade, Brejo Das Almas
mas ainda há batalhas
dentro no peito que estão reclamando herois” ―
Carlos Drummond de Andrade, Brejo Das Almas
domingo, 13 de janeiro de 2013
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