sexta-feira, 20 de maio de 2011

Este também é o teu Blogo

Este é também o teu blogo, faz um comentário e lembra na tua Juventude perdida. Lembra-te nos momentos vividos com os teus camaradas… qualquer coisa que te lembres, não faz diferença. Coloca também as tuas imagens. Vejamos as nossas ou as tuas memórias que todos guardam de ti. Tira as lembranças do baú.

sábado, 14 de maio de 2011

Este relatório não faz parte do batalhão 357



Foi chefe da desminagem nos anos 1994/1995.
Passei por duas guerras a colonial e guerra angolana

Este relatório faz parte da minha história como chefe da desminagem da provincia de Benguela
Benguela 1994/95 carta
Hallo Carlos, Hallo Michael!
Primeiramente quero fazer um pequeno relato da situação. A viagem até a qui( Huambo) não foi nada fácil. Primeiro tive que mudar a bomba do gasóleo do camião TATRA, um dia perdido.
Depois caí com o Tanque de remover minas num barranco que estava coberto de arbustos, entre duas pontes, isto aconteceu porque eu queria-me desviar num tanque de combate que estava no meio da via ardido. Com isto tudo demoramos um dia para recuperar o nosso taque.
Quando nós chegamos ao local, a onde tínhamos que realizar a remoção das minas, Fiquei doente com a febre da malária, despois da febre, a máquina de remover as minas antipessoal a variou-se, eu estive que soldar a máquina e até melhorei o sistema de remover as minas .
A manhã vamos para Ganda, vai ser muito mais difícil do que aquilo que agente até agora enfrentamos. Nós descobrimos duas minas e muitas munições e também removemos todos os obstáculos que existiam no caminho, somente o tanque de combate ardido que pertencia ás tropas governamentais esse ficou porque, nós não temos condições para o remover, nós só conseguimos fazer girar a torre do canhão para outra posição, de maneira que não interrompesse a circulação da estrada, para podermos passar com a maquinaria.
A estrada em direção para o Ganda está muito minada e cheia de material de guerra destruídos, durante os confrontes com as tropas governamentais. Pelo que estou aqui a ver ouve aqui um grande confronte entre UNITA e MPLA, eu calculo para desminar e remover os carros destruídos vai demorar uns quatro dias de trabalho. Aqui vai para o relatório:
Duas mina antitanque de grande potencia.
230 unidades 122 milimetros  BM-21 Raquetes a 65 Kg peso de cada
192 ,, ,, 130 ,, ,, Granadas a 32 Kg munições
185 ,, ,, 122 ,, ,, Granadas a 22 Kg
240 ,, ,, 73 ,, ,, Granadas a 5 Kg
120 ,, ,, 155 ,, ,, Granadas a 20 Kg
967 Munições pesadas com uma forca de destruição 28,72 toneladas
Não se esqueçam de a pontar no livro dos bons serviços (relatório),
Mandaram-nos para um sítio bastante bom, era uma antiga oficina, com muitos poucos recursos vai funcionar. Tem muito lugar para nós e para o nosso pessoal.
Nós devemos reduzir o estaleiro em Benguela, o mais pequeno possível somente como Base. Quanto á desminagem da linha do caminho de ferro de Benguela temos que fazer uma reunião com a companhia de caminho de ferro, para a certar melhor as coisas.
O próximo trabalho è a desminagem da estrada Huambo para Ganda direção a Chogoroi e a estrada até a Lumbango. Depois disto tudo a estrada para o Cubal e depois para Xanggongo. È mais perto daqui para Xangongo do que de Benguela. De Benguela para Cateque á muitas montanhas.
O camião TATRA 8X8 está a dar os últimos suspiros. O motor está exarcado de óleo e espira óleo por todos os lados só tem duas libras de óleo de pressão, o Cardam a variou não tem conserto e diferencial partiu-se, e eu preciso urgentemente a TRATA 6X6 que está em Xangongo aqui no Huambo custo o que custar, è mais barato do que a reparação da TATRA 8X8.
Jurgen

Esteve em Angola numa Organização Humanitária como chefe da desminagem em 1994/1995. essa era a minha função na ajuda humanitária fez bem há minha alma, redúzio 60% o meu estresse de guerra. Tenho entrevistado muitos camaradas e todos eles dizem que gostariam de visitar Africa e de fazerem algum trabalho a favor da população, que iria fazer bem às suas almas!
O “Tabuas” no convívio do Batalhão em Pombal, disse-me que eu, não devia publicar coisa pessoais, mas sim sobre o Batalhão. Este espaço é para todos nós contarmos a nossa história, desabafar o bom e o mau. Eu sou o administrador deste Blog. se não fosse eu este site não existia.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Minas




Mina-anti tanque

domingo, 24 de abril de 2011

Batalhão de Caçadores Especiais 357


Para todos os meus companheiros e amigos que ao longo de décadas nesta grande elite que são os Caçadores Especiais 357.
Caçadores 5, Centro de Instrução de Operações Especiais para soldados. Quero afirmar com a minha viva voz, que nós fomos especializados para sermos elite... e provámo-lo nas missões mais perigosas que nos foram confiadas no norte de Angola. Cuimba, Coma, Luvaca, Buela e Pangala, em meados de Outubro de 1963 a Companhia Caçadores 307, que tinha sido destacada, é integradas, no Comando da defesa de Luanda. Passando pelo Zala, Nambuangongo, Muxima, Cabo Ledo e Luanda, para orgulho do nosso  B.C.E. 357, conhecido mais pelo Rebenta e os que em nós apostaram. Porque não tivemos tempo Para pensar, excederam todas as expectativas. Mesmo as mais optimistas... a maioria dos meus camaradas e amigos sempre me conheceu como o pombo electricista competente que dava a manutenção há rede eléctrica, também fui eu que montei a rede eléctrica dentro e fora do aquartelamento e também ás viaturas integrado em todas actividades técnicas e como inventor e foi assim em Angola … Com a minha inteligência e sabedoria e a minha esperteza consegui de me escapar algumas operações miliares… o homem com a sua imaginação consegue tudo, além disso o homem é aquilo que pensa. Hoje temos feridas abertas (físicas) as psicológicas são mais difíceis de curar.

Fotos


Mina anti-pessoal









Recruta, Carlos Pombo



Recruta 1961, primeiro 1* pelotão da CCE 307, em Caçadores 5



grupo dos espectáculos do exército, como palhaço “Cá, Cá”



Nos nossos tempos livres, muito poucos que eram.



Avioneta do correio





Zala



As minas intelegentes


sábado, 23 de abril de 2011

No trilho da minha vida






Quando algo no trilho da minha vida, surge obstáculo à minha frente, Me recordam dos ensinamentos ao logo da minha vida.



Quando pairava a morte ameaçadora, sobre nós


Ouvi a voz que me dizia não temas porque eu estou contigo


E eu não fugi para lado nenhum, Também não podia.

Sim os abrutes, com as largas asas


planavam lá no alto céu á espera que eu enfraquecesse e morresse para me devorarem


Pois eles sabem quando a morte está perto


Que quanto mais alto voarem,


Mais o odor do sofrimento sentem

os céus é seu elemento.

Não há nada na vida me enfraquece


o mestre dentro de mim diz-me levanta-te e segue o teu caminho


Levanta voo com a tua imaginação, plana sobre os céus até chegares ao horizonte, vês
Que o mundo além do horizonte, tem coisa maravilhosa, possas planar, Com as asas da tua vida.
E não olhes para trás


a morte já passou. Atrás está o passado,


encontrastes novas forças


E ganhará coragem também.

Autor: Carlos Pombo

A solidão

A solidão é um assunto que sempre marcou

Hoje comecei a estudar a solidão daqueles que se sentem sós, aquele estado de alma que sufoca e mata

A solidão. Aloja-se em quem não se sente feliz. É um triste sofrimento, é uma mágoa, uma arma perigosa, lenta, de Autodestruição. Existem aqueles que vivem acompanhados mas que no fim, também não são felizes. Aqueles que vivem sós, também não o são. É como viver dentro duma bolha, dentro de qualquer coisa que sufoca...

Quando se quer tudo esquecer, até de por um tempo, o verbo amar não conjugar,
o verbo que nos dá o sentido de viver, AMAR. Amar em todas as áreas da vida, em todas as direcções e orientações. Mas a atracção pelo o amor não existe, não! Quando se está distante, o coração se parte de saudades. Mas quando se está presente elas são insuperáveis

Deixar que a fúria, a raiva, a revolta, a tristeza se acomodem no seu coração, é maléfico para a saúde. São sentimentos negativos cujas sementes, sem travão, corrompem o corpo e alma e a colheita, a consequência é o mal-estar, a doença, a depressão. Estes sentimentos negativos oprimem e esmagam como se fossem uma enorme rocha que nos despedaça, o coração. E tudo se torna uma ferida que não seca. Somente o amor é que pode curar, secar essa ferida, sem notar que por baixo dele existe um coração que contra a morte ainda resiste.

Autor: Manuel Dias Pombo